Surgido a partir do Protocolo de Kioto, em 1997, o mercado de crédito de carbono foi a forma encontrada pelas 189 nações signatárias para acelerar as metas de redução das emissões dos gases de efeito estufa. O objetivo final era chegar a níveis inferiores aos de 1990. Saiba um pouco mais sobre esse mercado bilionário.

1. O que é o comércio de crédito de carbono?

É um sistema que funciona com a compra e venda de unidades correspondentes à redução da emissão de gases que causam o efeito estufa. Os créditos são obtidos com o corte das emissões por países ou empresas.

2. O que são GEEs?

São os gases do efeito estufa, que contribuem para o fenômeno de aquecimento do planeta. Entre eles estão o dióxido de carbono, o monóxido de carbono, metano, óxido nitroso e óxidos de nitrogênio.

 

 

3. Como o mercado funciona na prática?

Países ou empresas que conseguem reduzir suas emissões abaixo das metas do Protocolo de Kioto geram créditos por essa redução excedente. Depois, eles podem vender esses créditos aos países que poluem acima de suas metas.

4. Quanto vale cada crédito?

Quando um país ou empresa consegue reduzir sua emissão em uma tonelada de CO2, ganha um crédito. Os créditos de carbono são considerados commodities e podem ser vendidos nos mercados financeiros nacionais e internacionais.

5. Quem lucra com isso?

Além dos vendedores de créditos (ou seja, aqueles que reduzem suas emissões de forma mais eficaz), todos acabam ganhando com o sistema. Quem ainda não consegue cortar suas emissões é incentivado a buscar soluções para deixar de gastar com os créditos.

6. Os créditos de carbono já funcionam no Brasil?

No ano passado, o Brasil já possuía 61 empresas com créditos emitidos, totalizando 11,3 milhões de toneladas de CO2 que deixaram de ir para a atmosfera. Esses créditos produziram uma receita equivalente a 90,4 milhões de euros.

7. De quais setores eram essas empresas?

Papel e celulose, usinas de açúcar, madeireiras e fábricas em geral. A Prefeitura de São Paulo também entrou no mercado, que promoveu dois leilões de créditos de carbono do aterro Sanitário Bandeirantes, na zona norte da cidade, em 2007 e 2008.

 

 

 

FONTE: http://veja.abril.com.br/idade/exclusivo/perguntas_respostas/creditos-carbono/protocolo-kioto-emissao-gases-efeito-estufa-venda-co2.shtml

 

 

 

by Luiz Pinheiro.

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